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E. Neto es un periodista del nordeste brasileño.
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A partir do momento em que compreendemos o meio ambiente como “o lugar
determinado ou percebido, onde os elementos naturais e sociais estão em relações
dinâmicas e em interação e que essas relações implicam em processos de criação
cultural e tecnológica e em processo históricos e sociais de transformação dos
do meio ambiente natural e construído” [1], a comunicação, em suas diferentes
linguagens e suportes, pode potencialmente auxiliar no processo de orientação de
conduta, decisões, estratégias e ações em benefício de uma melhor compreensão do
campo científico e ambiental. E admitindo a perspectiva de que a ciência abriga
diversas dimensões da sociabilidade, estando intimamente ligada, em seu sentido
mais amplo, a própria noção de qualidade de vida, de bem comum e de direito
social e ao desenvolvimento tecnológico e científico, não podemos abdicar do
poder da comunicação para edificar o efeito desta proposta.
Neste sentido, apontamos que a participação da juventude nos processos de
construção de uma comunicação, em especial do jornalismo ambiental, direcionada
para a juventude é de fundamental importância para que os jovens tenham uma
maior compreensão da importância de um ambiental de qualidade e sustentável.
Com a perspectiva de que a juventude faz parte de um contexto de modificações
sociais e de que os meios de comunicação são um campo social específico,
detentora de poder, interesses, instituições e atores que disputam posições no
jogo das interpretações da realidade, a comunicação construída por jovens deve
ser estimulada a trabalhar nas áreas que temos sinalizado em parágrafos
procedentes e nas temáticas tais como, a ciência, o meio ambiente e a saúde, com
a finalidade de que novos jovens sejam sensibilizados a consumir uma informação
direcionada para eles e que tenham por finalidade a educação para a
sustentabilidade.
Neste sentido, se queremos lograr uma comunicação que colabore em benefício da
sociedade jovem e que seja uma ferramenta fundamental que proporcione
consciência na população e nos jovens, é necessário que todos os atores estejam
envolvidos neste processo, atores tais como: pesquisadores, profissionais do
campo científico, gestores públicos, jornalistas e outros comunicadores. Talvez
este seja o caminho mais fácil para medir de que forma a aplicação do
conhecimento nos veículos de comunicação é diretamente proporcional à qualidade
de vida da sociedade [2]. E como demonstra diversos estudos empíricos no Brasil
e no Mundo, é mais do que necessário criar um sistema onde todos participem do
processo de difusão de uma comunicação para os jovens.
A juventude é a fase da vida marcada pelas ambivalências. Os projetos do futuro
que são construídos pelos jovens encaixam perfeitamente no que chamamos de
Desenvolvimento Sustentável, sendo o caminho que muitos jovens traçam para
alcançar seus sonhos é o da Educação Ambiental, área que tem se tornado o meio
de expressão e manifestação do desejo de atuar e participar. Vivenciar,
desenvolver e compartilhar processos transformadores a partir da educação
ambiental e do jornalismo ambiental mantém a chama da esperança acendida e
possibilita reflexões para a construção de mudanças.
Entendo a sustentabilidade como “a possibilidade de se adquirirem
continuadamente condições iguais ou superiores da vida para um grupo de pessoas
e seus sucessos em u dado ecossistema (...) basicamente, se trata do
reconhecimento de que é biofisicamente possível em uma perspectiva de longo
prazo” [3], e percebendo de que a inquietude da juventude com relação ao seu
futuro, o jornalismo ambiental feito por jovens para os jovens se propõe com uma
ferramenta de todas as sociedades e que a partir disso seja possível a formação
de um novo paradigma –subjetivo– que pode ser um instrumento para uma melhor
qualidade de vida.
Nos atuais meios de comunicação vemos o que chama de “mídias jovens” tratarem a
juventude como apenas “audiência” e, segundo informa a Agência de Notícias dos
Direitos da Infância (ANDI, 2005), no Brasil somente 5,11% das fontes das
notícias são jovens. Por este sentido, é mais do que importante que os jovens
participem do processo de construção das notícias ambientais, onde teríamos uma
maior participação dos jovens em todos os processos de construção e cobertura da
notícia. Somente assim será possível desenvolver um jornalismo para a
sustentabilidade.
Neste cenário de grandes mudanças sócio-econômicas-ambientais, a juventude
aparece neste momento com a responsabilidade de promover um habitat mais
equitativo, configurando a civilização e as atividades humanas de maneira que a
sociedade, em suas mais diversas gerações possa “suprir as necessidades das
gerações atuais sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”.
Como o jornalismo trata da vida cotidiana, tendo como foco as singularidades dos
fatos para construir suas notícias, não é de estranhar que a saúde e o meio
ambiente tenham presença consideráveis na cobertura nos meios de comunicação e
sejam temáticas tão presentes entre os jovens. Por isso, é muito importante que
todos os jovens juntos possam construir uma comunicação que tenha como objetivo
um discurso jovem para os jovens, onde sua finalidade seja as articulações para
a reformulação do comportamento dos jovens em relação à crise ambiental
existente.
Como desafios para essa compreensão e construção, já que reconhecemos o papel
que os meios de comunicação exercem sobre nossa sociedade, apontamos a
importância em direcionar essa influência nas construções de valores,
mentalidades e atitudes, além de observar a capacidade dos meios de comunicação
em estimular o desenvolvimento de uma visão crítica e de uma postura
participativa para as questões que envolvem os jovens, sendo os jovens os
agentes da mudança da informação participativa, através do jornalismo ambiental
direcionado para os jovens, em que os jovens escrevam para o jovem.
Por tanto, a juventude é um instrumento muito importante no que se refere à
promoção e difusão de práticas educativas e o poder dos meios de comunicação.
Neste sentido, a utilização de uma informação feita pelos jovens para os jovens
é fundamental, não só para realizar os diagnósticos, mas também para decidir
estratégias, que são fundamentais para as mudanças sociais e a geração de uma
sociedade sustentável.
Somente assim será possível atingir um dos objetivos do Capítulo 40 da Agenda
21: “É necessário fortalecer os mecanismos nacionais e internacionais de
processamento e intercâmbio da informação e de assistência técnica conexa, a fim
de assegurar uma disponibilidade efetiva e igualitária da informação produzida
nos planos local, estadual, nacional e internacional, dependente da soberania
nacional e ao direito de propriedade intelectual relevantes” (40.19) [4]
Notas:
1. Reigota, Marcos. Meio Ambiente e Representação Social – 5º Ed – São Paulo, SP
: Cortez, 2002.
2. Freitas, Carlos Machado de; Porto, Marcelo Firpo. Saúde, Ambiente e
Sustentabilidade. Rio de Janeiro : FIOCRUZ, 2006.
3. Cavalcante, Leia Clóvis. Sustentabilidade da Economia: Alternativa de
realização econômica, 1998, p 165.
4. UNEP. Agenda 21.
http://www.un.org/esa/sustdev/documents/agenda21/english/agenda21toc.htm (Acessado
en 25/05/2008).
Reproducido en el semanario
Peripecias Nº 126 el 10 de diciembre de 2008.
Se reproduce en nuestro sitio únicamente con fines informativos y
educativos. |